10 de julho de 2012

De Pó e Lembranças

Onde estão agora
os passos infantis
que inscreveram no calçamento
pequenas pegadas?
E a velha água que abrigava
crianças e girinos?
O tapete gramíneo
que outrora
se curvou
aos pés de meu pai?
A casa hipnótica
das lembranças
dos tempos idos?
É tudo pó e escombro e limo.
Meu pai, seus pés, as crianças, os girinos...

Um comentário:

Grigório Rocha disse...

O tempo é implacável, principalmente quando não cuidamos com amor daquilo que é nossa própria história. Esse cuidado deve ser contínuo e, quando tudo passa, só restam as lembranças que se dissolvem com o pó ou são encobertas e embotadas pelo limo. De qualquer forma, as lembranças boas sempre devem ficar e aquilo que é matéria que se vá para que a vida siga em frente, sempre em frente...

 
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