7 de março de 2011

Soneto ao Deus Chifrudo

Entidade de crenças tão antigas, oriunda
Atravessando séculos até a modernidade
Eis o Deus Chifrudo esbanjando masculinidade
Desvirginando a sagrada taça profunda.

A reverência a ti ofertada, oh Idolatria Suprema!,
Sofreu a mudança do passar das eras
Pois, se tudo muda, inclusive as quimeras,
Que dizer da antiga adoração extrema?

A Deusa de hoje é uma janela, para o mundo, aberta
Já livre da idealização de branquíssimos luares
Que proclama aos ventos a verdade que a liberta:

"Homem, o arquétipo de tua virilidade
Hoje reside num par de chifres seculares
E numa desmistificada e vencida superioridade."
(Calliope, 07/03/2011)


Soneto livremente inspirado em A DEUSA E A VERDADE do poeta Grigório Rocha.

Um comentário:

glauber disse...

muito otimo!!!
E viva as raízes mitologicas entranhada no mais concreto dos reais.

 
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