2 de fevereiro de 2011

Ventre

Embalo um filho que não é meu
No colo da mãe que não sou:
É meu sonho prematuro do futuro
Do que não serei, do que já não sou.

Um comentário:

Grigório Rocha disse...

Adoro poesias assim, concisas e que ao mesmo tempo dizem muito. Um poema muito forte em estilo e conteúdo.
Sonhar é uma das melhores capacidades que temos enquanto seres humanos, mesmo que eles não sejam factíveis ou que sejam apenas projeções de nossos desejos, conscientes ou inconscientes. Seja como for, refletir e escrever sobre eles é sempre instigante.
Calliope nos brinda com mais uma obra prima.Parabéns!

 
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