3 de janeiro de 2011

Manto

O Eu dentro do Eu
Inquieto
Circunspecto
A Paz dentro da Guerra
A Água dentro da Terra
O centro do meu centro
Profundo.
Enraizado em mim
Este Eu que nunca alcanço.
A Morte permeando a Vida
A pele camarada da ferida
O infinito se debruçando
Na janela.
No horizonte
O sol se encerra,
A lua se mascara:
É um, não, são dois - suicidas
Dentro do mesmo mistério.
O Eu dentro do Eu
Se ergue, se entrega
Se debate, se debruça
O Eu é um prisma
O Eu é um enigma
Aprisionado em seu próprio arcano.

Um comentário:

Diego Schaun disse...

Olá, gostei muito do teu blog. Textos realmentes concisos, requintados... Parabéns

Muito bom esse poema ! Inquietante!

Sou Diego Schaun, poeta e músico baiano. www.diegoschaun.blogspot.com

Espero que gostes dos meus escritos...

Abraços, boa noite!

 
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