4 de outubro de 2010

Águas Turvas

Olhando o mar
Imagino-me deitando
Águas turvas
Em coração singelo
Uma dose,
Sem gelo
Do seu veneno: mistério.


Afogando-me
Proponho um novo batismo
Deitando ao largo
Platonices agudas
Complexidades miúdas
Com que amplio os meus dias.


Compaixão!
Não sou de plástico
Nem tenho sete vidas
Remoendo minhas feridas
Adentro labirintos...


Vem se perder em mim
Vórtice de loucuras plenas
Delira que te entrego
À própria sorte
Pétala de sonho e de morte
“Bem-me-quer, mal-me-quer”
(Des)espero.

Pego-me em águas turvas
E exijo um drinque,
Bêbada, violenta
Rogo:
Mate-me, com menta.

(Calliope)
 
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