14 de maio de 2010

Soneto

A um poeta erótico

Pétalas delicadas de carne em rosa
Desabrocham em lúbrico carmim
Para embelezar o escolhido jardim
Com a exuberância de sua forma generosa

Jardim onde rosas de outrora amam jazer
A rosa que brilha em estelar vermelhidão
Conduz – veludoso toque – à imensidão,
O que nenhuma outra rosa sonhou fazer.

Rosa devoradora, carnívora desatinada
Ladra glutona de prolífico mel
Desvairada explora-o até atingir o céu

Dessa rígida, túmida e labiríntica estrada
De suavidade morna e lenta
Cujo limiar é uma vara opulenta.

(Calliope, 14/05/2010)
 
BlogBlogs.Com.Br