16 de abril de 2010

Esboço de Preconceito

Pão ou bolo?
Cuspe na garganta
Engasgo
Engulo esse catarro
Cotidiano.
Escarro sangue na manchete
A televisão é quase um penico
A poesia, um infinito,
Corroendo alma e coração.
Poupe-me de sua malícia
Vista sua pena de pavão
E vá desfilar na passarela de chão.
Não sou de adereço 
Vou de tênis
E se te causa repulsa
Meus modos, minha poética
Abra a boca e cuspa
À moda da fonética.
(15/04/2010, Calliope)

4 comentários:

Kenia Cris disse...

Forte e provocativo, Kiki. Claro que eu gostei demais do trecho que fala da poesia infinita. Eu também vou de tênis, a qualquer lugar. Se não posso ir de tênis, então não vou de jeito nenhum. =P

Beijo-te com carinho.

Paulo Fernando disse...

Muito fofo o poema! Gostei pacas. Parabéns!

Juan Moravagine Carneiro disse...

Me fez lembrar um poeta que gosto muito...Augusto dos Anjos!

Abraço

guace disse...

ADOREI!!!!!!!!!!!

 
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