10 de março de 2010

Rosa

Rosa composta de pétalas murchas
Das rosas que beijou 
Ou que beijar desejou.
Que fiz de mim?
Adorno grotesco de jardim.
(Calliope)

4 comentários:

luiz silva da silva e silva disse...

...suspense de sentimentos bocejando a realidade... (!) parabéns...

Alisson da Hora disse...

Nem sempre uma rosa é uma rosa. É apenas um adorno (grotesco) de um jardim invisível...

lindo!

Grigório Rocha disse...

Temos o poder de cultivar uma rosa, regá-la, vê-la desabrochar, amá-la como se fosse a primeira e a última, a única buscada durante uma vida inteira, mesmo depois de tantos espinhos no caminho. Essa rosa única brilha sob constelações, mas só estando "aberta" poderá refletir a luz das estrelas e compreender onde reside a sua singularidade. E assim concluiria um poeta qualquer: "...ainda prefiro, ao invés de mil suspiros, a beleza e a intensidade de um grande e belo Amor."

Paulo Fernando disse...

Que posso dizer?! Arrasou!

 
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