30 de março de 2010

Eterno e Passado

O eterno agora estende
Braços cansados
Ombros pesados
Olhos vidrados


O eterno pede repouso
Quiçá pede a morte
De preto, de branco, de pele.
O eterno agora é silencioso.


O eterno agora
Sorri desbotado para o passado
Que é uma criança mimada
Pegando picula na estrada
Com cabelos esvoaçantes de cinza e pó.


O eterno quer passar com o passado
Mas passado não passa
Ele fica.
É casca de ferida
Não sangra e nem cicatriza.
(Calliope, 29/03/2010)

2 comentários:

Samuel Pimenta disse...

Gosto, particularmente, da última estrofe! E o eterno é isso mesmo, a ausência da efemeridade e do passageiro! É eterno, imortal!
Tudo de bom,

Samuel Pimenta.

Alisson da Hora disse...

O Eterno é apenas o começo de tudo.

:)

 
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