23 de fevereiro de 2010

O Infinito

O meio do infinito é breve
E nele me detenho
Com os olhos abertos
Com a alma aberta.
Enquanto passa o vento
Sobre os meus cabelos
Não penso.
É só o vento...
E apesar de emaranhar os meus cabelos
Fustigar meus olhos e até minha pele
Não vai arrancar as raízes
Que finquei neste lugar.
O meio do infinito é breve
E nele resumo minha história
Até aqui, até adiante, até o final.
(23/02/2010)

2 comentários:

Grigório Rocha disse...

Lindo poema de lirismo e sensibilidade. Me envolve em todos os sentidos, como se esse vento tocasse o meu rosto e os meus olhos marejassem.
É bom saber da firmeza das raízes que plantamos e do olhar que temos para o infinito, que nos será generoso, tenho certeza, porque buscamos a verdade em nossa história, incontornável e inadiável.
Parabéns, mais uma vez.

Paulo Fernando disse...

Faço das palavras de Grigório as minhas palavras. E reforço que o infinito promete a felicidade, mas só a merecemos quando compreendemos e aceitamos tudo aquilo que fomos, somos e construimos.
Parabéns!

 
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