28 de janeiro de 2010

Poema Começa Onde Poeta Termina

Esperei o dia todo por um poema que não veio.
Insinuava-se, mostrava-se qual mulher lasciva
Mas não ousou derramar-se por completo
No conforto do papel manchado.
Era composto de poucas linhas, sem rosto
Sem capa que encobrisse o seu vazio.
Não tinha corpo, nem contornos.
Cuidei que era um poema morto.
Mais um filho torto, terrível, absurdo!
Era cego, burro e surdo
No entanto, compreendi o que me dizia.
(Calliope, 28/01/10)

27 de janeiro de 2010

Exacta

Alinho minhas desistências,
Minhas deficiências, minhas carências,
Uma após a outra.
Mas o Efeito Dominó
Não atua sobre elas.


(Calliope, 27/01/2010)
 
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