4 de novembro de 2009

Sobre as Desistências

Renúncia de carne e pele
Sangue expelido e repelido.

Horror cuspido na noite
De pesadelos e deslumbramentos.

Toda carne é corte
Toda câmera rola incerta

Buscando mais uma tomada
De decisões extremas

Extramente indefesas e indesejáveis
Como um filho torto

Ou amor que é morte
Cheio de finais - quase - felizes.

Renúncia de tudo que é crença.
(Calliope, 16/10/2009)

3 comentários:

marcelo disse...

Ótimo D. Toda a carne é corte, assim como toda decisão, sem crença não tiramos a mente das fronhas. Abraço!

Alisson da Hora disse...

lindo!!!!!!

Grigório Rocha disse...

Esse poema me fez pensar...pensar muito. Gosto disso. Não sei se existem finais felizes, mas talvez a felicidade seja exatamente saber que é preciso ser feliz antes do final...que também pode ser um novo começo. Renunciar a crenças em nome do novo pode ser doloroso, mas também promissor...
Calliope sempre me faz pensar.

 
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