Lua temperamental
Misteriosa e atemporal
De noites tão caídas
Tua caveira calva
Já foi cabeleira alva
Em eras idas?
Que estranha metamorfose
Se opera em sua orbe
Para formar essa face transitória?
Quantas tardes findas
E quantas noites decaídas
Foram necessárias para traçar sua trajetória?
Seus alvos fulgores
Inspiraram amores
E também tragédias ancestrais?
O seu tempo é agora e eternamente
E mesmo sem deixar semente,
Não se acaba jamais?
(Calliope)


5 Provocações:
Eu só consigo sentir essa poesia como uma ode ao mistério da lua, esse astro enigmático e inspirador, testemunha de tantas cerimônias e simbolo de muitos avatares.
Parabéns a Delirium, mais uma vez, uma poesia para ser sentida...
A lua continua, e sempre continuará, fazendo suas "vitimas" produzirem versos que acalentam e afastam.
"Tua caveira calva/Já foi cabeleira alva"
linda imagem dentre tantas tão belas quanto...
Caliope, Delirium, seja qual for o nome os textos de Monique Jagersbacher são demais rsrs
um olhar original sobre a Lua, gostei bastante, ainda bem que conheci sua poesia e vc. Parebens moça, um texto excelente é o que posso dizer. Preciso falar com vc me passa teu -mail por e-mail: conradoart@yahoo.com.br
Paz e bem
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