10 de novembro de 2009

Questionamentos à Luz da Lua

Lua temperamental

Misteriosa e atemporal

De noites tão caídas

Tua caveira calva

Já foi cabeleira alva

Em eras idas?

Que estranha metamorfose

Se opera em sua orbe

Para formar essa face transitória?

Quantas tardes findas

E quantas noites decaídas

Foram necessárias para traçar sua trajetória?

Seus alvos fulgores

Inspiraram amores

E também tragédias ancestrais?

O seu tempo é agora e eternamente

E mesmo sem deixar semente,

Não se acaba jamais?

(Calliope)

5 comentários:

Grigório Rocha disse...

Eu só consigo sentir essa poesia como uma ode ao mistério da lua, esse astro enigmático e inspirador, testemunha de tantas cerimônias e simbolo de muitos avatares.
Parabéns a Delirium, mais uma vez, uma poesia para ser sentida...

Hneto disse...

A lua continua, e sempre continuará, fazendo suas "vitimas" produzirem versos que acalentam e afastam.

Alisson da Hora disse...

"Tua caveira calva/Já foi cabeleira alva"

linda imagem dentre tantas tão belas quanto...

Leandro de Assis disse...

Caliope, Delirium, seja qual for o nome os textos de Monique Jagersbacher são demais rsrs

Carlos Conrado disse...

um olhar original sobre a Lua, gostei bastante, ainda bem que conheci sua poesia e vc. Parebens moça, um texto excelente é o que posso dizer. Preciso falar com vc me passa teu -mail por e-mail: conradoart@yahoo.com.br
Paz e bem

 
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