23 de novembro de 2009

Horizonte Nu (Parte II)


Era noite
Eu sozinha
Perdia-me na escuridão.
De repente,
Fez-se ruído
Ruína e destruição.
Filhos idealizados
Que jamais nascerão.
Sonhos abortados:
Decepção.
Avisto um despenhadeiro
Você me aponta o caminho
Pulo
Vislumbro a dureza
Da realidade
Cor de chumbo,
Cor de chão.
Horizonte nu
Vislumbro-te
Em sua completa vastidão.
Nas estrelas traço o meu itinerário
De contemplação
Não sigo placa, nem indicação
Ando sozinha
Pelo caminho,
Em vão.
(Calliope, 23/11/2009)

2 comentários:

Leandro de Assis disse...

rsrsrs no meu analfabetismo digital mandei e-mail pra vc indicando seu próprio blog rsrsrs
Ó pai Ó rsrs... Amei o texto, parabéns

Grigório Rocha disse...

Acredito que caminhar nunca é em vão. O caminho é feito de dureza, mas na caminhada sempre haverá alguém para compartilhar as lágrimas e as alegrias. Vasto é esse horizonte de possibilidades e incertezas...caminhemos. É longa a jornada e não há tempo a perder.

 
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