8 de setembro de 2009

Destiny

Caiu em si
Ensimesmada.
A rua é de espada
Espaldar de espinhos,
Agulhas, pregos, alfinetes.

O cotidiano é um estilete...

Caiu em si
Recortada.
Maquiagem borrada
De rosa desalmada
Tudo fora do lugar

Ordem. Ordem. Ordem

Existem reis e rainhas
E ainda existe chance?
E a espera, cansada,
Na beira da estrada

Sorte? Sina? Destino?

(Calliope, 08/09/2009)

2 comentários:

Grigório Rocha disse...

Transição. Como beber num rio de água fresca e límpida, à beira de uma floresta, dormir na relva sob o orvalho da noite, o céu estrelado, e no outro dia acordar num deserto pedregoso. A aridez da realidade contrasta com a beleza dos nossos desejos, mas as pedras rolam e, se não construírem castelos, pelo menos moinhos de vento, que continuarão impulsionando nossos sonhos. Continuemos então a sonhar, porque cada momento na floresta, provando daquela água fresca, prova que mos transformamos a cada dia e vale a pena caminhar, pois nesse caminho, além das pedras, também há flores e riachos para serem desfrutados...

Alisson da Hora disse...

O cotidiano é implacável.

 
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