18 de agosto de 2009

Versos Esparsos

(um brinde ao passado)

Destruction
Eu quero tocar as constelações
Que os teus olhares escondem.

Arca Cerebral
Na mágica fábrica dos horrores Intelectuais,
Minha efêmera cabeça produz,
Bonequinhos monstruosos de luz
Dentro de translúcidas esferas banais.

Verdade
“Eu não signifiquei nada”
Vi essa frase rabiscada numa parede
E foi como se visse ali, em tinta verde,
A minha alma, em letras garrafais, manchada.

Afável
Eu seria toda afabilidade
Se ao meu medo tu não viesses despertar.
O que seria da minha docilidade
Sem o azedo que me é tão peculiar?

(Calliope, 2005)

5 comentários:

marcelo disse...

Mais marteladas vindas de ti. Te digo que o olhar será sempre o mais selvagem em nós.
Que seria de qualquer afabilidade sem o outro? esse outro sempre desperta em nós medo? E se não despertasse eu também seria só afabilidade. Tentamos ser afáveis apesar de todo medo.

Alisson da Hora disse...

"O que seria da minha docilidade
Sem o azedo que me é tão peculiar?"

morri

Coisas de Meninas disse...

isso de se doce e azedo tbm me é peculiar...amooo o q vc escreve...sou sua fã...beijos e sucesso

OÓCIO disse...

Olá, moça do Olimpo, devendo uma visita a você, mas não por pobres trocas de gentileza, vim aqui para elogiar. Coisa boa, a poesia sempre viva, se coçando para as novas regras. Parabéns.

Grigório Rocha disse...

Seja do passado ou do futuro, Calliope sempre com sua doçura visceral. Parabéns pelas preciosidades de concisão e pelos versos agudos. Algumas de suas poesias são um "tapa na cara" ao melhor estilo Plínio Marcos.
Continue nos presenteando assim.

 
BlogBlogs.Com.Br