6 de agosto de 2009

O Valor de Cada Moeda é Medido em Dor

Arde em minh'alma
Cada lágrima
Que detenho no olhar.

Esboço um sorriso.

Continuar é preciso.
Só não sabemos
Para onde estamos indo.

O chão é todo feito de migalhas.

Obcenamente continuo.
Os lábios não querem sorrir,
Os lábios não querem mentir.

O sorriso se parte ao meio.

Hoje é dia de agonia.
Câmara de tortura
Da vida.

Bebe água e esquece.
Aceita cada gole como
Se fosse a cura

Antes que tudo recomece.
(Calliope, 06/08/2009)


3 comentários:

Grigório Rocha disse...

Diante da exploração, o homem se separa de si mesmo para garantir a sobrevivência. No mundo do dinheiro, parece não haver espaço para orgulho, dignidade e muito menos autenticidade. Mas isso também é uma ilusão. Parafraseando Paulo Ricardo: no silêncio repousa o repúdio.
Mas sempre haverá a hora de gritar, sem dúvida, a hora chegará.
Parabéns pela bela e precisa definição do valor do vil metal. É sempre sutil e visceral.

Kenia Cris disse...

Exatamente o momento que estou vivendo agora. Obrigada por usar sempre as palavras exatas. Beijos querida!

john disse...

Olá senhorita poetisa,é um prazer retornar a este refúgio de belos escritos, desculpa o súmiço, mas prometo comentar devidamente todos os seus textos dos quais me agrado em ler é só uma quesão de desconstruir o tempo. rsrsrs
Quanto ao seu cment nas divagações, sim foi realmente uma divagação por outros mundos, me senti um verdadeiro Don Quixote De La Mancha escrevendo aquele poema, agradeço seus comentários sempre dando cor e interpretação especial aos meus humildes textos.
bjão

nota: depois deixe o horário q vc aparece no msn pois quero mais informações sobra a reunião de escritores que vcs fazem.

 
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