27 de agosto de 2009

Despertar!

Faz arte com a parte
De mim que é de resto
Que é rosto (ou esboço)
De poço de sonhos
Fecha os olhos
Para despertar!
Acorda para os meus olhos
De criança com sono
Que só quer sonhar.
Faz arte com meu dia
De chuva, de lágrima,
Faz meu riso acordar.
Planta comigo uma semente
E vamos criar (juntos) uma árvore,
Um filho, um livro...
Eis uma duografia.
(Calliope, 27/08/2009)

20 de agosto de 2009

Para Vaidade Toda Luz é Holofote

Bateu na cara e na alma.
O maior dos venenos
É aquele inoculado no centro
De toda e qualquer vaidade.
Bate na cara e na alma e permanece.
Qual a grande diferença
Entre a honra e a vaidade?
(Calliope)

18 de agosto de 2009

Versos Esparsos

(um brinde ao passado)

Destruction
Eu quero tocar as constelações
Que os teus olhares escondem.

Arca Cerebral
Na mágica fábrica dos horrores Intelectuais,
Minha efêmera cabeça produz,
Bonequinhos monstruosos de luz
Dentro de translúcidas esferas banais.

Verdade
“Eu não signifiquei nada”
Vi essa frase rabiscada numa parede
E foi como se visse ali, em tinta verde,
A minha alma, em letras garrafais, manchada.

Afável
Eu seria toda afabilidade
Se ao meu medo tu não viesses despertar.
O que seria da minha docilidade
Sem o azedo que me é tão peculiar?

(Calliope, 2005)

11 de agosto de 2009

O Que Não é Arte é Artifício


O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera. (A Flor e A Náusea, Drummond)

Não há poesia
Não há arte que liberte
O ensimesmado prisioneiro.
Há despinhadeiro
De convicções.
Não há poesia
Não há arte que liberte
Letreiros, outdoors, placas
Propagando
Algumas opiniões.
Não há poesia
Não há arte que liberte
A vaidade.
(Calliope, 12/08/2009)

6 de agosto de 2009

O Valor de Cada Moeda é Medido em Dor

Arde em minh'alma
Cada lágrima
Que detenho no olhar.

Esboço um sorriso.

Continuar é preciso.
Só não sabemos
Para onde estamos indo.

O chão é todo feito de migalhas.

Obcenamente continuo.
Os lábios não querem sorrir,
Os lábios não querem mentir.

O sorriso se parte ao meio.

Hoje é dia de agonia.
Câmara de tortura
Da vida.

Bebe água e esquece.
Aceita cada gole como
Se fosse a cura

Antes que tudo recomece.
(Calliope, 06/08/2009)


 
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