28 de julho de 2009

Uma Gota de Veneno

Não há calma no vazio.
O que há é tédio, medo, inquietação.
Talvez haja sangue e lágrimas.
O vazio é um quadro pintado na escuridão,
Um espelho quebrado,
Um caminho partido ao meio,
Uma porta entreaberta...
Não há calma no silêncio.
O que há é inquietação,
Gritos intermitentes.
Escolhas são dardos
Que erraram o alvo
E se quebraram.
(Calliope, 28/07/2009)

4 comentários:

Kenia Cris disse...

Concordo demais - com a ausência de calma no vazio, com a sua definição de escolhas. Doce esse veneno.

Beijo grande!

Kenia Cris disse...

Oi querida! Acho q vc não usa esses selinhos passados entre blogs, mas deixei um pra vc no meu blog de filosofia assim mesmo pq o seu blog 'mexe com os meus sentidos' verdadeiramente. Beijo sempre carinhoso.

http://diariosdefilosofia.blogspot.com

Grigório Rocha disse...

Em algum lugar, entre o sono e esse sagrado silêncio, desordem! desordem! desooooorrrrrdem!
Parabéns, um poema extremamente forte.
Contra as teses da física, não existe vácuo. O vazio é o excesso da necessidade de preenchimento, daquilo que está latente, manifesto, da natureza cobrando a verdade, como a água transbordando o dique da aprência, querendo ser correnteza e desaguar no oceano de novas possibilidades.

Silvia disse...

acho que da mesma maneira que a ausência de luz gera a escuridão, as escolhas erradas ou a falta delas gera o vazio, no sentido íntimo..
muito bom!
abraços

 
BlogBlogs.Com.Br