14 de junho de 2009

Horizonte Nu

Era rua.
Eu corria.
Não havia
Sinalização.
De repete
Fez-se branco
Ou fez-se chumbo.
Perdição.
Sonhos engavetados
Cheiram
A mofo
E a ilusão.
Filho planejado
Procriação.
Avisto
Uma torre alta
Você me dá as chaves.
Estrada
Sem placas.
Eu em queda:
Livre.
Rua:
Vazia, sem placas.
Sem rumo.
Filhos planejados
Destino
Idealizado.
Próxima parada:
Horizonte nu.
Não há itinerário.
(Calliope, 14/06/2009)

5 comentários:

Alisson da Hora disse...

deu até pra sentir o vento na cara...

Os sonhos engavetados são mofo puro...

abraço

Grigório Rocha disse...

Onírico, intrigante, perturbador...
Não há o que dizer. Palavras para sentir.

Anônimo disse...

vc sempre me surpreende com o seu lado selvagem e ao mesmo tempo puro e simbólico e transcendental. me faz filosofar o amor; o lado intrínseco do ser.

parabéns e seja feliz

tauat

john disse...

simplesmente maravilhoso
é incrível o tom feérico que vc consegue desenvolver em suas poesias e poemas, mas sem deixar, aquela fagulha de realismo cotidiano, e isso que faz com que tantas pessoas se identifiquem com seus escritos.
eu já havia lido assim que vc postou, mas preferi esperar para responder com calma,
á altura de tão bela escrita.
parabéns você mantém um padrão muito bom, e espero um dia ouvir seu nome entre os grandes escritores de nosso tempo, e sem falsa modéstia espero achar um cantinho para o meu tbm rsrs
abraços

eric coutinho disse...

massa!
empolgante, o texto lhe leva a viajar pela rua ao horizonte nu, profundo!!!

abraço

 
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