5 de junho de 2009

Competir não é Viver

Nota fiscal amarela.
Tão singela.
Mão-de-obra
Prostituo-te na janela!
Restituição do vale transporte.
Migalhas de cédulas.
O meu trabalho:
Cheque em branco,
Nota fiscal amarela.
Singela?!
Mentir não é saber.
Engodo?
Doses homeopáticas
Diárias.
Veneno e soro.
Meu coração não pára
A minha fome não passa.
Competir?!
Que tolo.
Não sei se me encontro no “todo”
Ou se me perdi de todo!
Eu quero falar de amor
Ou de qualquer coisa tosca,
Mas o que faz meu coração parar
É a poesia louca
Que se escapa à boca
Do meu livre pensar.
(Calliope, 05/06/2009)

2 comentários:

john disse...

a transcrição perfeita da alma de um poeta acorrentado à natureza banal do mundo, excelente, tenho acompanhado os seus poemas a pouco tempo mas nesse período tenho visto uma qualidade sempre crescente e extremamente versátil
parabéns, aceite esse humilde poema como complemento e prova da minha admiração.

Em fugidios delírios
Surpreendo-me pensando
Divagando entre as noites
Aceitando o açoite
Da vida banal
Mas jamais deixando de escrever
De sonhar
De ser um louco no mundo são
Ensinando aos sãos, a loucura de amar
Amar o dia
Amar a poesia
Amar até mesmo a magia da não-poesia
Com sua melodia dissonante
Mas com o desejo constante
De ser mais que real
Ser feérico
Ser imortal
Imortal como um sonho
Imortal como a essência
Eterno como a alma do poeta
Que com sua vivência
Transcreve em prosa e verso
Recitando a beleza de amar, o que não lhe é permitido
E contemplando o que não deve
O assim chamado fruto proibido

Alisson da Hora disse...

O cotidiano transformado, nem todo mundo consegue isso...

abraços e obrigado pela visita.

 
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