20 de maio de 2009

É no Conforto que Reside o Conflito

Nunca sei para onde estou olhando...
Horizonte nu
Meus olhos o vestem:
Roupagem do imaginário!
A solidez: concreto e areia
Cortam o vento.
Lamentos e edificações!
Dispo o céu, lacrimoso,
- Camadas de nuvens molhadas -
Roupagem de sonhos.
Busco no seu rosto - vício -
Meu par de constelações mansas e delicadas.
(Calliope, 20/05/2009)

2 comentários:

john disse...

excelente!
acho que no fuundo todos que tem a poesia na alma sentem esse mixto de sufocação do mundo real e liberdade que somente encontramos em nossos devaneios.

Grigório disse...

Quando o horizonte refletir a beleza do teu olhar, o nosso crepúsculo se transformará em pura poesia, pois tu és a estrela que brilha nessa constelação.
Às vezes é preciso optar entre o conflito do conforto e o desconforto do conflito. Grande dilema, hein!
Parabéns, seus versos são sempre cortantes e precisos.

 
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