6 de abril de 2009

Amor (irremediavelmente) Platônico

Submersa em teorias
Me afogo ouvindo o som da sua voz.
Perco os sentidos, o raciocínio,
E afundo cada vez mais.
Perco crenças, convicções,
E continuo afundando.
Queria qualquer líquido inebriante,
Que curasse essa chaga,
Mas o Amor não tem cura!
É criança que nasce órfã
E abre os olhos na solidão.
Estou afundando, irremediavelmente, quando
Observo os seus trejeitos, tão suaves...
Tento me salvar,
Mas percebo que o Amor é só uma criança
Cuja gestação não foi planejada
E quando nasce,
Não há o que se possa fazer.
Tento sufocar o que sinto
Até descobrir que
Estou sufocando a mim mesma.
(Calliope, 05/04/2009)

5 comentários:

Val disse...

Eu sofro muito disso! mas nao sofro por isso!!

bjus

Grigorio disse...

Se o amor fosse uma forca, envolveria meu pescoço num laço e me atiraria do cadafalso.

Licínia Ramizete disse...

São lindos os teus poemas. Expressam profundamente seus sonhos interiores. Fiquei feliz em conhecê-los!Parabéns!
Abç.

Licínia Ramizete disse...

Ah! Adicionei-me ao teu blog...
Dê uma passadinha no meu e conheça um pouco sobre o meu livro.
Bjs
www.ovampirodainternet.blogspot.com

Imcompreendida disse...

Menina, essa Calíope ama realmente intensamente...

um abraço,

 
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