28 de abril de 2009

O Palhaço do Meu Circo

Sei que para você, sou uma grande piada,
Daquelas que se conta às gargalhadas,
Para os amigos ou para os cães da rua!
Mas isso já perdeu a graça!
Não me procure
Quando o seu público for embora,
Quando o eco dos risos
Se perderem no tempo,
Quando, finalmente,
Perceber que não é possível
Se esconder debaixo
Da maquiagem e das fantasias.
Enquanto o circo está em chamas,
Estou à salvo, brilhando, sob constelações,
Não me procure por entre as cinzas
Do incêndio que você provocou.
Mas você ainda pode colocar
O nariz vermelho
E animar a sua platéia particular
Dizendo calúnias sobre mim.
(Calliope, 28/04/2009)

20 de abril de 2009

À Um Néscio

À ele ensinei tudo que eu sei, da minha arte ao meu sexo!
Mas se ele não foi capaz de entender a minha arte,
Imaginem, meus caros, se entenderia todo o resto?
(Calliope, 20/04/2009)

16 de abril de 2009

Como Se Eu Fosse Uma Grande Piada

Ontem pintei minha cara
E banquei o palhaço de circo
Pra platéia agitada.
Mas saí ferida
E com a maquiagem borrada.
A sua indiferença
É um punhal ou uma espada?
Meu coração não diz,
Mas o rubor mancha a minha cara
E me denuncia...
Enquanto todos riem de mim
Como se eu fosse uma grande piada.
(Calliope, 16/04/2009)

9 de abril de 2009

Meu Amor,

Deixa eu sonhar com esses seus trejeitos,
E se não mais tiver jeito,
Eu me mudo! Como sempre: muda!
Não direi palavras mal articuladas.
Não te cobrarei retribuições.
Eu te amo calada,
Em oscilações.
Te vejo e desejo, ser mais do que sou,
E o tempo passa e paira
A sua imagem no meu pensamento em teorias vãs
Que não se explicam,
Não se aplicam,
Não posso contextualizar com nada recente.
Que meu coração arrebente,
Se eu não puder te beijar.
Mas eu só te amo, assim, na teoria
E eu continuo vazia,
Do seu querer,
Mas não quero nada além de você,
Mesmo sabendo que não posso te ter,
Já me conforta, te ouvir e te ver!
(Calliope, 09/04/2009)

6 de abril de 2009

Amor (irremediavelmente) Platônico

Submersa em teorias
Me afogo ouvindo o som da sua voz.
Perco os sentidos, o raciocínio,
E afundo cada vez mais.
Perco crenças, convicções,
E continuo afundando.
Queria qualquer líquido inebriante,
Que curasse essa chaga,
Mas o Amor não tem cura!
É criança que nasce órfã
E abre os olhos na solidão.
Estou afundando, irremediavelmente, quando
Observo os seus trejeitos, tão suaves...
Tento me salvar,
Mas percebo que o Amor é só uma criança
Cuja gestação não foi planejada
E quando nasce,
Não há o que se possa fazer.
Tento sufocar o que sinto
Até descobrir que
Estou sufocando a mim mesma.
(Calliope, 05/04/2009)
 
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