11 de janeiro de 2009

Pelos Ossos Descarnados de Meu Pai


Não vou me importar
Com aquelas histórias velhas
Manchadas pelo bolor das mágoas
Mortas e não sepultadas.
Os amores que passaram,
Brilhando passaram.
As lembranças
Inesquecíveis, ficaram.
E se lágrimas trouxeram,
Estas, já secaram.
Não vou me importar
Com velhas quimeras
Que, sarcasticamente,
Sorrindo cessaram.
Juro pelos ossos
Descarnados de meu pai
Que superarei
O insuperável,
Levando minha alma,
Ao Paraíso Imponderável!
(Calliope, 18/03/06)

3 comentários:

Susane disse...

Lindo minha prima!Mt sentimento ai hein?Aliás mts sentimentos...rsrs
Vc sabe a menina talentosa q vc eh...Precisamos registrar esses poemas e poesias hein?

Junior Vondrake disse...

Muito bom. Não sou muito religioso, mas pude perceber o "deixe que os mortos cuidem dos mortos".
Superação, "levantar, sacodir a poeira e dar a volta por cima" não é facil, quando os sentimentos agem em nos como drogas que nos saciam.
Embora dificil não é impossivel supera-los. Velhas magoas, lagrimas já secas são coisas que nos fazem crescer.
Profudo esse. Adorei (de verdade, o dia que aparecer um que eu odeie, irei dizer, rsrrs)

vultosnoturnos disse...

cada dia melhor!

 
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