24 de janeiro de 2009

Na Sua Tépida Posição


Por favor, queira sair dos meus sonhos,
Não entre na minha mente sem ser convidado,
Não apareça se não for chamado,
Nem nos meus sonhos.
Você pertence à classe dos que foram
Totalmente em vão.
Permaneça na sua tépida posição!
(Calliope, 22/01/2009)

O Seu Melhor


De tudo quero o seu melhor.
Quero o seu melhor beijo,
O seu melhor fogo,
A sua melhor imitação Hamletiana involuntária,
A sua melhor raiva fria.
Mas a sua melhor mentira,
Guarde-a para si.
Não quero que diga que me ama.
(Calliope, 22/01/2009)

Leia-me Quem Quiser


Não costumo usar a minha franqueza
Como instrumento de tortura.
Falando, operamos o Bem, o Mal, a Destruição.
Deito a minha franqueza no papel.
E aí, meu caro, leia-me quem quiser,
Pois já nasci versificada!
(Calliope, 21/01/2009)

Não Escreverei Mais Sonetos


Não escreverei mais sonetos
Nem odes,
Para agraciar ninguém.
O que sinto é só meu.
Cansei de ter que explicar o que sinto.
Cansei de me explicar o tempo todo.
Cansei de ouvir as mentiras dos outros e rir.
De hoje em diante, rirei das minhas próprias mentiras
Quando me aprouver.
(Calliope, 21/01/2009)

19 de janeiro de 2009

O Meu Jardim

Não sei sobre o que refletir,
Não sei se penso no que passou
Ou se penso no que levou de mim.
Mas nada disso importa,
O que importa é que passou.
E se passou, morreu.
E o meu jardim floresceu
Com o húmus que você me deu.
(Calliope, 15/01/2009)

Penso


Tudo que sou é o resultado do que penso.
O que penso hoje, talvez, não seja o mesmo que pensarei amanhã.
O pensamento mudou o mundo.
O mundo corrompeu pensamentos.
Não me importo com o que pensa
Sobre o que eu penso,
Sobre o que eu sou,
À mim só importa o momento
Em que percebo que muita coisa em mim mudou.
Até meu pensamento.
(Calliope, 15/01/2009)

11 de janeiro de 2009

Pelos Ossos Descarnados de Meu Pai


Não vou me importar
Com aquelas histórias velhas
Manchadas pelo bolor das mágoas
Mortas e não sepultadas.
Os amores que passaram,
Brilhando passaram.
As lembranças
Inesquecíveis, ficaram.
E se lágrimas trouxeram,
Estas, já secaram.
Não vou me importar
Com velhas quimeras
Que, sarcasticamente,
Sorrindo cessaram.
Juro pelos ossos
Descarnados de meu pai
Que superarei
O insuperável,
Levando minha alma,
Ao Paraíso Imponderável!
(Calliope, 18/03/06)
 
BlogBlogs.Com.Br