23 de março de 2008

O Coaxar dos Sapos (parte II)

Além da janela o inferno é verde.
O céu é escuro, vazio,
Do mato, adiante, sussurra o frio
E as árvores frondosas fazem rede.


Além da janela, um barulho hediondo!
Escuto. Sinto medo! É sombrio,
Grilos cricrilando dentro do vazio
E com minha Dor, este barulho correspondo.


Minh’alma grita agoniada!
Os sapos, cantando essa maldita balada,
Lembram minha sombria desventura.


Mas, percebo enfim, que não são sapos a coaxar,
São demônios tristes a gritar,
Zombando da minha amargura.
(Calliope, 24/04/06)


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