23 de março de 2008

Medita!

Medita sobre a flor que te enternece,
Flor de pétalas suaves, macias.
Mesmo quando a mão que a toca é áspera
Medita sobre o vinho que te embriaga,
Líquido que condena o corpo e liberta a alma.
Mesmo quando a boca que o deseja é sedenta.
Medita sobre o corpo que te apetece,
Labirinto de delícias e contornos.
Mesmo quando os olhos que o perseguem são cegos.
Medita sobre a liberdade que de ti escarnece,
Prisão enganadora das emoções.
Mesmo quando o corpo que a abarca não está preso.
(Calliope, 17/04/06)




Um comentário:

Cadi disse...

Adorei este poema!!! Me identifiquei muito com o texto. bjão e vai atualizando que eu acompanho.

 
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