23 de março de 2008

Cyberella

Século XXI, década primeira.
O rádio não é mais nenhuma novidade,
Ainda assim, ouço riffs desconhecidos.
Luz elétrica. Luz. O que mais vão criar?
Tecnologia. Tecnofobia. Tecnopornôgrafia.
Tecnofuturopsicologizante.
O mundo mudou tanto, desde ontem,
Mas ainda continua sendo mundo.
Os humanos mudaram tanto,
Desde a noite passada,
Mas a loucura continua sendo a mesma
E os meus pulmões continuam fracos
Na minha infância, haviam contos-de-fadas.
Hoje existe a tecnomodernidade infantil.
E o mundo continua mudando.
E eu vou ficando,
Ciberneticamente,
Para trás.
Seguir ou ficar,
Eis a questão:
Se Shakespeare passou,
Eu, também, vou passar.
(Calliope, 31/03/06)

Um comentário:

Delirium disse...
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