29 de maio de 2007

Tempo

Oh! Juventude efêmera, perecível!
Cantarei a tua música que fenece,
Te cobrirei de rosas que perecem,
Esmagadas pelo Tempo –vilão invencível-

Louvarei a beleza da seda
Da tua diáfana pele alva,
Amanhã, beijarei tua fronte calva,
E os trismos de tua boca leda.

Nos olhos velhos, vejo,
Como as passageiras águas do Tejo,
O fim que a tudo escurece.

Se hoje canto a juventude, o seu mistério,
Amanhã, serei a queda de um império
E um vegetal solitário que apodrece!
(Calliope, 30/06/06)

Um comentário:

Grigório disse...

Monique, que beleza de poesia. Além da evidente influência de Augusto, você já demonstra um espírito visceral desde seus primeiros trabalhos. Parabéns!

 
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