29 de maio de 2007

Sombrio Relicário

Meu coração, sombrio relicário
De velhas mágoas!
Rio de caudalosas águas,
Barco, vazio e solitário!

Caixa onde guardo minhas cinzas;
Relicário eterno da Dor;
Repositório único do Rancor...
Fecho a caixa das tragédias esquecidas.

É a caixa mais linda que já vi,
Nesta vida, desolada e passageira,
E foi nela que guardei a Dor primeira
E depois, todas as Dores que já sofri!

Ainda guardo no meu coração,
-Este sombrio relicário-
As mágoas do solitário
Destino, a eterna Maldição!
(Calliope, 17/04/06)

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