29 de maio de 2007

O Reduto do Tédio

No meu quarto,
-Onde as aranhas traçam
Finas teias indecifráveis
Que se vão amontoando com o tempo.-
Observo que a poeira incômoda,
Vai se acumulando.
Me provoca,
A noite que corre
Em busca do dia seguinte,
Que em breve,
Será mais um dia que passou.
Uma lembrança triste me envenena.
Sofro por fora e por dentro.
Tantos papéis riscados,
Fico com ódio quando lembro
Que tenho carne;
Quando olho para estas mãos impuras,
Frágeis e incapazes.
Brinco com demônios cor-de-rosa
Que vivem aqui.
Nos meus sonhos,
Peixes nadam no ar
E também são demônios.
Dias melhores virão?
Profeticamente, sei que não.
(Calliope, 29/03/06)

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